
CPI das Bets discute saúde mental de apostadores
Especialistas alertam para os riscos da ludopatia, enquanto Congresso debate restrições
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A CPI das Bets ouviu especialistas sobre os impactos das apostas online na saúde mental e a falta de estrutura do SUS para tratar a ludopatia. O presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antônio Geraldo da Silva, afirmou que o sistema público não tem suporte adequado para enfrentar o problema e pediu mais investimentos na área, além de restrições aos jogos.
A representante do Ministério da Saúde, Sônia Barros, destacou que o governo está elaborando o “Plano de Ação de Saúde Mental e Prevenção do Jogo Problemático”, que inclui a expansão da Rede de Atenção Psicossocial e a qualificação de profissionais. No entanto, reforçou que soluções para problemas de saúde são processuais e exigem tempo.
O debate também abordou a influência da publicidade das casas de apostas. O senador Izalci Lucas defendeu a limitação das propagandas para reduzir o impacto no público, principalmente entre jovens e vulneráveis. Já a relatora da CPI, senadora Soraya Tronicke, afirmou que o relatório final trará medidas rigorosas, como restrições a jogos, controle de participação e bloqueios em cartões de crédito.
A CPI das Bets continuará suas investigações e realizará uma nova reunião na próxima terça-feira (8), com a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para discutir o impacto financeiro e regulatório das apostas no país.
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